Origem do Título de Nossa Senhora do Carmo
e o Uso do Escapulário




A palavra “Carmo” faz-nos lembrar o Monte Carmelo, aquela cordilheira à margem do Mar Mediterrâneo na Palestina onde viveu JesusmCristo, Filho de Deus e da Virgem Maria. Em plena Idade Média, nos séculos Xll e XIII, alguns leigos peregrinaram à Terra Santa, em busca de um lugar ideal para a contemplação, à oração e penitência. Muitos formaram grupos e viviam em grutas como os eremitas, mas não tinham uma estrutura jurídica. Alberto Avrogado, Patriarca de Jerusalém, deu a esses homens algumas normas que os orientassem a meditar a Palavra de Deus, a seguir e servir Jesus Cristo. Em 1226, esses eremitas, perseguidos pelos muçulmanos, voltaram a Europa e estabeleceram-se em Chipre, na Itália, França, Inglaterra e em outros países.

A aprovação definitiva da Igreja só aconteceu em outubro de 1247, no pontificado do Papa Inocêncio IV. As normas tornaram-se uma Regra e os eremitas passaram a ser chamados ” A Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem do Monte Carmelo”. Nessa época, governava a Ordem como prior geral São Simão Stock. Há uma firme tradição na Ordem do Carmo que São Simão teve uma visão; apareceu-lhe Nossa Senhora rodeada de anjos, entregou-lhe o Escapulário, dizendo: “Recebe diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem, sinal de minha fraternidade, como privilégio para ti e todos os Carmelitas; quem morrer com ele revestido não padecerá do fogo do inferno”. Isso aconteceu em Aylesfor, na Inglaterra, no dia 16 de julho de 1251, após incessantes orações de São Simão para que a Senhora do Carmo livrasse dos problemas que estavam destruindo a sua Ordem.

Há na Liturgia da Igreja sete sacramentos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo: Batismo, Eucaristia, Crisma, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem (sacerdócio e diaconato) e Matrimonio. Além de na Igreja Católica sacramentais que produzem, não a graça, mas criam disposições nas pessoas que os recebem para alcançar algum bem espiritual, por exemplo: água benta, velas, cinzas, palmas, crucifixos e imagens de santos; estes objetos bentos com um ritual poderão criar disposições para se receber algum bem espiritual.

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é um Sacramental aprovado pela Igreja largamente divulgado no mundo inteiro e muito recomendado por diversos pontífices como Pio XII, Paulo VI e especialmente por São João Paulo II.

A Ordem do Carmo é a depositária deste grande dom de Nossa Senhora. O Escapulário do Carmo que se chama também Bentinho do Carmo é uma miniatura do grande Escapulário usado pelos frades Carmelitas; são dois pedacinhos de lã marrom ligados por um cordão. O Escapulário do Carmo não é um amuleto ou objeto de superstição nem uma garantia automática de salvação eterna e não dispensa das obrigações religiosas ou exigências de se levar uma vida realmente cristã. O Escapulário do Carmo é um sinal ou símbolo que é aprovado pela Igreja e exige um compromisso de vida evangélica no seguimento de Cristo e de imitação de Maria nas suas virtudes. Quem o recebe, conforme o ritual exigido pela Igreja , e o usa piedosamente certamente alcança a proteção de Nossa Senhora do Carmo nos perigos do corpo e da alma e alcança as graças prometidas por Nossa Senhora: a salvação eterna e a libertação do Purgatório.

“Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!”